
Adjetivo. Desselado, sem sela.
Advérbio. Sem sela, em pêlo.

Eis um tabu até pra um safado como eu.

Pau no cu. E ponto final. Nada mais, nada menos.

Sempre associei sexo com amor (e, obviamente, nos dias de hoje, com camisinha), mas o sexo bareback não tem nada de amoroso. Mesmo quando é feito com quem você ama, felizmente o meu caso. Sexo bareback (também conhecido como o bom e velho tradicional sexo sem preservativo) É FODA.

Coisa de animal. Nada me separa do meu macho. Nada. É pele, pele e muito tesão. Parece até anúncio de Sessão da Tarde homo-erótica.

Não acredito muito em simplicidade. Bom, só as vezes. No sexo é um desses casos. Sem querer ser ortodoxo, ele tem um sentido em si, né? Não, não estou falando de reprodução, ciclos ou qualquer coisa que o valha. Sexo é um instrumento de amor, de prazer. Quando este ato envolve duas pessoas temos, então, duas opções: dar ou comer, meter ou levar, passivo e ativo...
Depois de exorcizar meus fantasmas em vários sentidos, hoje posso dizer de boca cheia, as vezes literalmente, que amo as duas posições. Não o faço para me enquadrar no rótulo de "brother macho versátil quer outro macho pra brincar gostoso, quero dar e meter na brodagem, não a afeminados e gordinhos". Versátil de cu, meu bem, é rola. E quem não se vira nos 30 na hora de fuder não sabe o que está perdendo. E tenho dito.

Bom, depois da enrolação, vamos ao que interessa. O bareback em duas versões: fazendo e levando.

Como todos os assuntos de meu querido (e desatualizado, eu sei) blog, há uma introdução lenta e demorada. Preliminares masturbatórias para meus poucos leitores. Embora, declaro, a finalidade destes relatos não é uma punheta básica e sem graça. Se é pra fazer, faz direito, porra.

Eis a história: o assunto bareback para mim sempre foi um tabu. Aliás, não era. Não era nada. Não existia essa possibilidade em minha cabeça. Todas aquelas aulas constrangedoras de educação sexual eram como um filme em ad infinitum. Camisinha pra cá, camisinha pra lá. Não faça sexo sem camisinha. Se beber, não dirija. Não faça sexo sem camisinha. Capas de revista, histórias de conhecidos, sites especializados... Camisinha e sexo combinavam como morango e Nutella.

Eu e meu macho sempre fizemos bom uso dela. Modéstia a parte (Cof, cof), nascemos privilegiados - a conta bancária por muitas vezes fica no vermelho, o trabalho paga mal, os dias passam devagar, enfim, problemas como muitos seres humanos normais. Mas a pica, cara, a pica é enorme. Minha e dele. Ufa! Sendo assim, camisinha sempre incomodou um pouco.
Em meio a beijos calientes, cunetes molhados e muito melzinho de pau, era difícil parar tudo e fazer uma operação interplanetária para fazer aquela porra infeliz de látex se adaptar a nossa mala descomunal (tá, parei de egocentrismo). Mas já que não tinha jeito, fazíamos o malabarismo: aperta, abre, puxa, entrou. Ai, caralho, saiu, prendeu, tira, bota outra, não esquece de lubrificar, hein. Chato, porém necessário.

Um dia, partiu dele, claro, a idéia. Namoro estável, exames em dia e confiança. Tudo conspirava. Aceitei hesitante. Não aconteceu. Era muita pressão e responsabilidade para um domingo a tarde. Tirei essa idéia do meu pensamento, mas, confesso, meu cuzinho e meu pau formigaram por um tempinho. Não demorou muito.

Uma noite de sexta como outra qualquer: cachaça. Eu já sou bem fácil (pra ele, hunf). Com duas doses na cabeça, faço coisas inimagináveis. Se é para ser ativo, mordo a orelha, lambo o rabo por horas, meto devagar, dou até tapa na cara se pedir. Se é pra ser passivo, me coloco de quatro, meto o dedinho, imploro por rola, peço porra na cara e tudo mais. Em noites muito boas, todas as alternativas acima.

A cachaça bateu. O tesão gritou. Tira a roupa, chupa aqui, chupa ali. Deixa? Vai, pode. Mas a gente esqueceu a camisinha. Pausa dramática. Se passaram 10 segundos, pareciam horas. Quer saber de uma coisa? Mete essa pica, vai. Carne com carne. Que sensação é essa, por favor. Seguro na cama, vou voar. Fundo, fundo, tira, bota. E tinha sido só a primeira parte. Depois de uma brincadeira rápida, chegou a minha vez. Fiquei receoso. Será que ia entrar? Ia doer nele? Ia doer em mim? Vamos com calma, então... Passando a cabeça na portinha...

A pica toda melada do cuspe do meu macho. Um boquete dedicado. Mas, como já disse, no dos outros é refresco. Eu ajudo. Caio de boca no rabinho até minha garganta secar. Peço a saliva dele. Passo com a cabeça do pau até ele não resistir mais. Mete essa rola, ele pede. Eu obedeço. Sempre. Devagar. Quentinho. Molhadinho. Pau e cu. Pegando fogo.

Mesmo sem ter chegado aos finalmentes, no outro dia bateu uma pequena ressaca moral. Apesar da confiança, transar sem camisinha era quase contra os meus princípios. Bombardeados pela mídia diariamente sobre a importância dela, foi difícil deixar a coitada de lado. Estava decidido: foi ótimo, mas não é pra todo dia. Deixemos para ocasiões especiais. Aham. Até parece...

Não adianta. É igual aquela história "o melhor remédio para não se viciar em uma coisa é não fazer". Era melhor não ter feito. Meu pau viciou no rabo do meu macho. Meu cuzinho já não vive mais sem a rola dele. Sem pano, sem borracha, sem nada. Pele, carne, prazer. Para deixar um gostinho de quero mais, só nos provocamos. Ainda faltava uma completa.

Curiosamente, depois que abandonei momentaneamente a camisinha, parece que estava perdendo a virgindade de novo. Uma outra sensação, além, é claro, da dorzinha característica causada pela jeba). Faltava, então, a conclusão. Não me lembro exatamente a circunstância, confesso. Mas uma cena eu nunca vou esquecer.

Comia meu macho. Devagar, forte, do jeito que ele mais gosta. A posição era a minha preferida: de quatro. Podia passar a mão em suas costas suadas. Reparar de relance os olhos se revirando. A bunda rebolava e engolia minha rola com desenvoltura. Um tapinha pra animar. O ritmo se acelerava. Tava quase. Quase. Pedi. Ele deixou. Meti fundo. Meu pau despejava minha porra dentro dele.

Ao mesmo tempo, seu cuzinho piscava e eu sentia o gozo dele escorrendo. Tirei a rola babada. Estava lá aquela visão paradisíaca. O cuzinho do meu macho batizado com minha porra. Marquei território no meu puto.

A partir daí, nos sentimos mais livres para experimentar coisas. Na verdade, coisas que já fazíamos, mas que ganharam um novo gostinho nessa fase bareback. Toda trepada parece melhor do que a outra. O vício foi chegando num ponto preocupante - sem boquete, sem cunete, sem dedada. Quero rola! Cospe no meu rabo e mete essa piroca, vai. Ele montava, de ladinho, eu cavalgava, ele de quatro, de oito, de meia-nove. Daiane dos Santos perde.

Comecei a relaxar mais e me deixar levar. Um belo dia, depois de muito tempo de meteção, eu creio que me igualei as mulheres. Tenho certeza que tive um orgasmo múltiplo. Alguma coisa estava diferente. Uma sensação...

Foi na hora que aconteceu. Sem se fazer de rogado, enquando meu macho me comia deliciosamente, meu pau duraço não aguentou. Gozei rios sem ao menos encostar nele. Até mesmo as lendas dos filmes pornô estavam se realizando. Eu, totalmente fora dos padrões, venci até os "pica-rosas" da Bel Ami. Quem diria.

Faltava algo. Parecia simples, mas não era. Demorou um pouco. Entre nossas peripécias sexuais, uma passou batido (sem trocadilho, por favor). O meu território ainda estava sem bandeira. Com dono, claro, porém sem a marca. Quanto mais eu pensava na possibilidade, menos ela se aproximava. A camisinha não estava mais nas cabeças de baixo. As cabeças de cima, no entanto, não a esqueciam. Até que o tesão, o jeitinho e a circunstância levaram ela embora.

De quatro, levando rola, eu e meu macho nos preparávamos para uma mudança de posições. Pedi para que ele gozasse fora, na portinha. Ele fez. Começou a bater. O ritmo se intensificou. Como se o universo parasse, pau e cu se atraíram como ímã e ferro. Levando ferro. Assim, completei o circuito. Mordi a fronha. De verdade. Piscando no meu rabo, a pica do meu macho destilava seu mel.

Quente.

Melado.

É impossível descrever uma boa esporrada no cu. Em pêlo, sem sela, sem nada.

PS: Sei que há muita controvérsia sobre este assunto.
Porém, neste blog não há censura.
Transar sem camisinha é perigoso.
Faça o teste de HIV (e outras doenças venéreas) regularmente. ;)




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