
Porra. Palavrão. Porrada.

Não sei de onde vem a palavra. Sua origem etimológica me é estranha. Mas, não, amigos. Hoje o assunto é o fluido corporal masculino. Elixir do sexo. Combustível do tesão. Mel de pica. Gozo. Gala. Esperma. Leitinho.
Porra.

Inexplicavelmente, o que hoje me fascina, já foi motivo de nojo e/ou pura negligência. Sacrilégio, sacrilégio...
Libertando me de qualquer senso poético ou firula desnecessária, começarei a história de maneira cronológica. Nada melhor do que começar algo pelo começo, não? Clássico é clássico e vice-versa.

Digo que negligenciei a porra por muito tempo. É a mais pura verdade. Apesar de me achar diplomado em sexo (teoricamente falando), alguns tópicos sempre foram meio escusos. A ejaculação era um daqueles capítulos misteriosos. Como pré-adolescente, minha cabeça fervilhava com dúvidas e esse era um dos tópicos mais instigantes. Além dos didáticos De onde viemos? e umas bobagens da Marta Suplicy, minha "experiência" era da vida! Ou seja, nenhuma porque era um idiota (ou seja, imagine meus amigos).

Sempre fui do tipo tímido, recolhido. Questões que me custaram muita terapia. Se a vida fosse um filme da Sessão da tarde, estaria eu sentado ao fundo, admirando a garota mais linda da escola sair com o capitão do time de futebol americano. Tá. Drama. Também não era assim. Tinha meus encantos. Escondidos, mas tinha. Enfim. Toda essa longa introdução e até agora nenhuma gota de gozo? Bom. Eu era nerd. Meus amigos não comiam ninguém aos 12 anos. Muito menos eu. Nem punheta direito a gente batia. My so-called life. Claire Danes ruiva e arrastando um cachorro.

Como todo menino, a curiosidade começava a ser saciada com inocentes furtos à coleção pornô do pai. Não falo daquelas Playboys xexelentas com ícones da década de 80 na capa. Ninguém merece ter que bater uma pra Maria Zilda ou pra Françoise Forton. Esse softcore todo, disposto em lugares onde possamos achar com dificuldade média, eram apenas pra nos despistar. O grande segredo da felicidade ficava em cima do armário. Foi lá que achei as fotonovelas eróticas.
Pela primeira vez, vi o sexo nu e cru. Achava que era que nem na TV: entrou embaixo do lençol, gritos, sussurros, gemidos e pronto. Mas, não, rapazinho. Não era. Por entre histórias de uma originalidade ímpar (Oh! O entregador de pizza! Mas, eu não tenho dinheiro. Posso pagar com outra coisa?), aquela sensação de proibido, de sujeira. Confesso que sentia mais curiosidade do que tesão. Conforme a "narrativa" chegava ao fim, eu ficava mais ansioso. O roteiro é o mesmo de qualquer filme pornô: ela chupa ele, ele chupa ela, mete, mete na buceta, mete, mete no cu, goza na cara/peito/boca. Eis que o momento final se aproximava. E chegou. O gozo.
"Só isso?", pensei. Pela minha excitação nesse tipo de aventura (afinal, para um moleque, escalar o armário pra folhear uma revista é tarefa digna de MacGyver), o fim era meio decepcionante. Aquela baranga caricata cheia de um líquido branco na cara que mais parecia Limpol de coco. Broxante para um homem cujo o orgasmo ainda era cosquinha, pêlo no púbis uma revolução e porra, algo ainda inatingível.

Porém, o dia da primeira esporrada a gente nunca esquece (perdão aos Valiséres). Um dia, antes da festa de uma amiguinha. Aquele tesãozinho, uma revistinha previamente escondida, movimentos desajeitados e... molhou! Eita porra! O que é isso? Nesse ponto, invejo as mulheres. Caiu a primeira gota de menstruação, é quase uma festa. Tem sempre alguém ali para resolver a parada (vide Vada, em Meu primeiro amor). Agora, imaginem um pivete saindo do quarto, pau em riste, cueca na mão, todo molhado em uma substância viscosa e misteriosa, gritando: "Manhê, paiê! Que PORRA é essa?"... Mistérios do mundo masculino.
Não entendi bem o que havia saído de mim. Talvez, tivesse adquirido meu primeiro sentimento de culpa sexual. Uma espécie de vergonha. Demorou até eu aceitar o meu próprio fluido. E o dos outros, claro.

Fiquei um tempo no escuro. Até que um dia, numa dessas situações da vida, tive um contato estranho com o gozo. Eu e dois brothers. Uma casa vazia. Sexy Hot liberado. Hormônios em descontrole. Picas duras 90% do dia. Devia ter uns 13 anos. Era tão bobinho que hoje penso: se eu fosse mais esperto, talvez tivesse vivido a "vida de conto erótico" que sempre quis. Mas, deixa. Voltando aos punheteiros. O filme rolava. Um no chão, eu na cama e o outro na outra ponta. Não queria nem pensar no assunto, mas, em nada o pornôzão me interessava. Queria ver era a pica dos muleques pulsando, melando... Da cama, ouvia os barulhos e me animava. Gozei timidamente na cueca. O fulano da direita também.
Eis que o punheteiro número 3, à minha esquerda, o mais promissor, transpirando tesão, soltou um urro. "Gozou, muleque?", perguntamos. Ele confirmou. Naquelas brincadeiras (insuportáveis), rolou a zoação. Gozou nada, mocinha, coisa e tal. "Ah é? Que que é isso aqui, então?". A mão. Minha cara. Separados por 2 ou 3 centímetros. E eu vi, ao vivo, pela primeira vez. Porra. Branca. Viscosa. Sentia que era morna. O cheiro de água sanitária. Hoje, parece que durou um dia. Mas, era só um minuto. Risos, brincadeiras, cuecões. Que arrependimento! Devia ter lambido aquela mão.

O tempo passou. Milhões de punhetas. Sozinho, em grupo, com primos, amigos, na internet, com revistas, no banho, na sala... Fiz as pazes com minha porra. Aprendi a gostar do momento.
Os homens surgiram (tardiamente) na minha vida. No início, tudo certo. Fazia o papel de ativão macho que me cabia. Logo nas primeiras vezes, demarquei meu território com gozo. Na cara, nas costas, na barriga... Até um dia...

Taças e mais taças de vinho na cabeça. Uma noite crucial. A perda da virgindade. Comer alguém. Ou quase. Camisinhas mal colocadas. Tá doendo. Tira. Não tem lubrificante. Tô muito bêbado. Eu também. No zero a zero não dá pra ficar. Começa o Menu R$ 3,50 do McDonald's. Punheta, boquete, dedos, beijos, lambidas... Pode ter sido o vinho, pode ter sido a culpa... Deitei. Senta em mim. Vai. Pode ir? Pode. Vai. Já disse. Goza.
Minutos depois, pela primeira vez, senti um jato quente de porra no peito. Pingando, fui tomar banho. Sem culpa. Sem neura. Estava ciente: é daí pra pior. Gostei. Muito.

As experiências que se seguiram, não são de todo memoráveis. Comecei a aprender a controlar mais o gozo. Deixei que o engolissem. Dei porra pra quem pediu.
Um dia, a proposta. Deixa, vai? NA CARA? NUNCA! Irredutível! Aí não dá. Coisa de putinho. Submissão. Não, não combina. Dei a bunda, mas n deixei gozarem na minha cara. Vê se pode! Ai, ai.

Com jeitinho, dá-se um jeito. E aconteceu. Vai. Goza. Anda. Vai. Pode. Fechei o olho. Porra na barba. Escorre na buchecha. Não abre o olho. Saí correndo pra lavar. Ofensivo, eu sei. Mas, ainda não estava preparado.
No peito, já gostava. Enquanto meu macho bate punheta em cima de mim, eu desenvolvo um certo sexto sentido. A pica vibra. Praticamente já sinto. Vai. Dá leite pra mim, vai. Morno. Em vários lugares. Molha a boca de leve.

Um dia, resolvi. Vou dar esse presente pra ele. Ele merece. Uma lua-de-mel. A ocasião perfeita. O boquete, espetacular. Sobremesa bem planejada de um jantar romântico. A chupeta nossa de cada dia. O aviso. A revelação. Goza, vai. Aonde? Na minha boca. Pode? Pode. Tem certeza. Tenho. Dá leite pro seu putinho, vai. Esporra na minha cara, safado. Goza na minha boca.

O jato. Ainda morno. Salgado. Mela minha boca. Escorre. A pica satisfeita na minha cara. Alívio. De alma lavada. Libertador.

Sou viciado na porra do meu macho.

E é assim até hoje...

















