sábado, 26 de abril de 2008

Porra.



















Porra. Palavrão. Porrada.






















Não sei de onde vem a palavra. Sua origem etimológica me é estranha. Mas, não, amigos. Hoje o assunto é o fluido corporal masculino. Elixir do sexo. Combustível do tesão. Mel de pica. Gozo. Gala. Esperma. Leitinho.



Porra.




















Inexplicavelmente, o que hoje me fascina, já foi motivo de nojo e/ou pura negligência. Sacrilégio, sacrilégio...

Libertando me de qualquer senso poético ou firula desnecessária, começarei a história de maneira cronológica. Nada melhor do que começar algo pelo começo, não? Clássico é clássico e vice-versa.




















Digo que negligenciei a porra por muito tempo. É a mais pura verdade. Apesar de me achar diplomado em sexo (teoricamente falando), alguns tópicos sempre foram meio escusos. A ejaculação era um daqueles capítulos misteriosos. Como pré-adolescente, minha cabeça fervilhava com dúvidas e esse era um dos tópicos mais instigantes. Além dos didáticos De onde viemos? e umas bobagens da Marta Suplicy, minha "experiência" era da vida! Ou seja, nenhuma porque era um idiota (ou seja, imagine meus amigos).




















Sempre fui do tipo tímido, recolhido. Questões que me custaram muita terapia. Se a vida fosse um filme da Sessão da tarde, estaria eu sentado ao fundo, admirando a garota mais linda da escola sair com o capitão do time de futebol americano. Tá. Drama. Também não era assim. Tinha meus encantos. Escondidos, mas tinha. Enfim. Toda essa longa introdução e até agora nenhuma gota de gozo? Bom. Eu era nerd. Meus amigos não comiam ninguém aos 12 anos. Muito menos eu. Nem punheta direito a gente batia. My so-called life. Claire Danes ruiva e arrastando um cachorro.





















Como todo menino, a curiosidade começava a ser saciada com inocentes furtos à coleção pornô do pai. Não falo daquelas Playboys xexelentas com ícones da década de 80 na capa. Ninguém merece ter que bater uma pra Maria Zilda ou pra Françoise Forton. Esse softcore todo, disposto em lugares onde possamos achar com dificuldade média, eram apenas pra nos despistar. O grande segredo da felicidade ficava em cima do armário. Foi lá que achei as fotonovelas eróticas.

Pela primeira vez, vi o sexo nu e cru. Achava que era que nem na TV: entrou embaixo do lençol, gritos, sussurros, gemidos e pronto. Mas, não, rapazinho. Não era. Por entre histórias de uma originalidade ímpar (Oh! O entregador de pizza! Mas, eu não tenho dinheiro. Posso pagar com outra coisa?), aquela sensação de proibido, de sujeira. Confesso que sentia mais curiosidade do que tesão. Conforme a "narrativa" chegava ao fim, eu ficava mais ansioso. O roteiro é o mesmo de qualquer filme pornô: ela chupa ele, ele chupa ela, mete, mete na buceta, mete, mete no cu, goza na cara/peito/boca. Eis que o momento final se aproximava. E chegou. O gozo.

"Só isso?", pensei. Pela minha excitação nesse tipo de aventura (afinal, para um moleque, escalar o armário pra folhear uma revista é tarefa digna de MacGyver), o fim era meio decepcionante. Aquela baranga caricata cheia de um líquido branco na cara que mais parecia Limpol de coco. Broxante para um homem cujo o orgasmo ainda era cosquinha, pêlo no púbis uma revolução e porra, algo ainda inatingível.




















Porém, o dia da primeira esporrada a gente nunca esquece (perdão aos Valiséres). Um dia, antes da festa de uma amiguinha. Aquele tesãozinho, uma revistinha previamente escondida, movimentos desajeitados e... molhou! Eita porra! O que é isso? Nesse ponto, invejo as mulheres. Caiu a primeira gota de menstruação, é quase uma festa. Tem sempre alguém ali para resolver a parada (vide Vada, em Meu primeiro amor). Agora, imaginem um pivete saindo do quarto, pau em riste, cueca na mão, todo molhado em uma substância viscosa e misteriosa, gritando: "Manhê, paiê! Que PORRA é essa?"... Mistérios do mundo masculino.

Não entendi bem o que havia saído de mim. Talvez, tivesse adquirido meu primeiro sentimento de culpa sexual. Uma espécie de vergonha. Demorou até eu aceitar o meu próprio fluido. E o dos outros, claro.




















Fiquei um tempo no escuro. Até que um dia, numa dessas situações da vida, tive um contato estranho com o gozo. Eu e dois brothers. Uma casa vazia. Sexy Hot liberado. Hormônios em descontrole. Picas duras 90% do dia. Devia ter uns 13 anos. Era tão bobinho que hoje penso: se eu fosse mais esperto, talvez tivesse vivido a "vida de conto erótico" que sempre quis. Mas, deixa. Voltando aos punheteiros. O filme rolava. Um no chão, eu na cama e o outro na outra ponta. Não queria nem pensar no assunto, mas, em nada o pornôzão me interessava. Queria ver era a pica dos muleques pulsando, melando... Da cama, ouvia os barulhos e me animava. Gozei timidamente na cueca. O fulano da direita também.

Eis que o punheteiro número 3, à minha esquerda, o mais promissor, transpirando tesão, soltou um urro. "Gozou, muleque?", perguntamos. Ele confirmou. Naquelas brincadeiras (insuportáveis), rolou a zoação. Gozou nada, mocinha, coisa e tal. "Ah é? Que que é isso aqui, então?". A mão. Minha cara. Separados por 2 ou 3 centímetros. E eu vi, ao vivo, pela primeira vez. Porra. Branca. Viscosa. Sentia que era morna. O cheiro de água sanitária. Hoje, parece que durou um dia. Mas, era só um minuto. Risos, brincadeiras, cuecões. Que arrependimento! Devia ter lambido aquela mão.




















O tempo passou. Milhões de punhetas. Sozinho, em grupo, com primos, amigos, na internet, com revistas, no banho, na sala... Fiz as pazes com minha porra. Aprendi a gostar do momento.

Os homens surgiram (tardiamente) na minha vida. No início, tudo certo. Fazia o papel de ativão macho que me cabia. Logo nas primeiras vezes, demarquei meu território com gozo. Na cara, nas costas, na barriga... Até um dia...




















Taças e mais taças de vinho na cabeça. Uma noite crucial. A perda da virgindade. Comer alguém. Ou quase. Camisinhas mal colocadas. Tá doendo. Tira. Não tem lubrificante. Tô muito bêbado. Eu também. No zero a zero não dá pra ficar. Começa o Menu R$ 3,50 do McDonald's. Punheta, boquete, dedos, beijos, lambidas... Pode ter sido o vinho, pode ter sido a culpa... Deitei. Senta em mim. Vai. Pode ir? Pode. Vai. Já disse. Goza.

Minutos depois, pela primeira vez, senti um jato quente de porra no peito. Pingando, fui tomar banho. Sem culpa. Sem neura. Estava ciente: é daí pra pior. Gostei. Muito.




















As experiências que se seguiram, não são de todo memoráveis. Comecei a aprender a controlar mais o gozo. Deixei que o engolissem. Dei porra pra quem pediu.

Um dia, a proposta. Deixa, vai? NA CARA? NUNCA! Irredutível! Aí não dá. Coisa de putinho. Submissão. Não, não combina. Dei a bunda, mas n deixei gozarem na minha cara. Vê se pode! Ai, ai.





















Com jeitinho, dá-se um jeito. E aconteceu. Vai. Goza. Anda. Vai. Pode. Fechei o olho. Porra na barba. Escorre na buchecha. Não abre o olho. Saí correndo pra lavar. Ofensivo, eu sei. Mas, ainda não estava preparado.

No peito, já gostava. Enquanto meu macho bate punheta em cima de mim, eu desenvolvo um certo sexto sentido. A pica vibra. Praticamente já sinto. Vai. Dá leite pra mim, vai. Morno. Em vários lugares. Molha a boca de leve.





















Um dia, resolvi. Vou dar esse presente pra ele. Ele merece. Uma lua-de-mel. A ocasião perfeita. O boquete, espetacular. Sobremesa bem planejada de um jantar romântico. A chupeta nossa de cada dia. O aviso. A revelação. Goza, vai. Aonde? Na minha boca. Pode? Pode. Tem certeza. Tenho. Dá leite pro seu putinho, vai. Esporra na minha cara, safado. Goza na minha boca.





















O jato. Ainda morno. Salgado. Mela minha boca. Escorre. A pica satisfeita na minha cara. Alívio. De alma lavada. Libertador.




















Sou viciado na porra do meu macho.





















E é assim até hoje...


sexta-feira, 25 de abril de 2008

Cheiro.


















Sempre fui um apaixonado por perfumes. Aliás, ainda sou. Não lembro quando a paixão começou. Os cheiros sempre foram uma constante em minha vida. Padeço do mal chamado 'memória olfativa'. Alguns odores específicos pintam as cenas em preto e branco e me transportam direto pro passado. Acreditem, já joguei perfumes fora por causa de lembranças ruins.

Anyway, explico isto para fazer mais plausível a escolha do meu tema. Minhas incursões com a raça masculina (todas as raças, pra falar a verdade), são poucas. Entretanto, de uma coisa sei com certeza absoluta: nada como o cheiro de macho. Nunca fui de guiar-me por explicações científicas para a atração. Se é o cromossomo Y, a maneira de embalar o bebê, o Sol na terceira casa de Sagitário... Pouco me importa! Quem gosta, sabe muito bem de que e, principalmente, o porque. Mas o cheiro ainda me intriga. Seríamos ainda tão animais para guiar-nos por simples odores?





















Bem, eu sou. Ressalto, minha experiência é pouca, mas vale o velho chavão: qualidade antes de quantidade. Quem já sentiu, lembra. Quem ainda não sentiu, deve. O cheiro de homem, ou melhor, do SEU homem, não se compara a nenhum já engarrafado. Seja por Natura, Boticário ou até mesmo Chanel.Obviamente, amante das coisas boas da vida como sou, não posso deixar de admitir que um bom perfume também pode ser bem envolvente. Mas, a questão é outra. Imagine seu homem sem perfume. Sem cheiro de desodorante. Sem cheiro de sabonete. Falo de cheiro de pele. Aspirar com vontade, por entre pêlos e suor, o animalesco cheiro de testosterona que invade o cérebro mais rápido do que uma fileira de cocaína.




















Os mais caretas (não tente se iludir, eles ainda existem), abandonem agora esta leitura. A linha tênue entre prazer e dor, tão difundida pelos amantes do sexo anal (claro, eles falam tudo o que podem para comer seu cu), na minha opinião, em nada se compara com a separação entre normal e nojento. Ainda bem que minha curiosidade antropológica nunca se importou com barreiras morais (tá, se importou sim, mas é disso que a gente está falando?).





















Pois bem. O cheiro. As vias mais "tradicionais" englobam importantes zonas erógenas. Pescoço. Que delícia o cheirinho de atrás da orelha. Lamber, mordiscar, sentindo o aroma do perfume de R$ 200 é algo indescritível. Aliás, cada lambida deve valer uns R$ 0,50. No mínimo. O colo. Para onde escorre o aroma. O algodão da camisa o prende como numa estufa. Delicioso. "Até aí vai, né?", pensou o mais desavisado. Bom, agora que eu comecei, não posso parar.




















Suvaco. Isso! Axila! Aquela buceta cabeluda que os homens tem debaixo do braço. Atire a primeira pedra a pessoa que admita isso numa mesa de bar. "Eu gosto de cheirar suvaco! Desce mais uma, chefia!". Bom, assim de cara, até eu me chocaria. O que é preciso ser entendido é o contexto. Sem ele, tudo está perdido. Cheirar o suvaco de seu macho, nada tem de nojento. Pode confiar. Eu o faço também. Pronto! Já está com desencargo de consciência. Como em tudo no sexo (e na vida), a ocasião faz o ladrão. Não pense você que eu estava em casa, um belo dia, comendo pipoca e assistindo tevê e pensei: "Caralho! Olha que suvaco tesudo o daquele jardineiro" e em seguida bati uma punheta fenomenal. Nunca, repito, nunca, mais uma vez, NUNCA me passou pela cabeça que cheirar suvaco seria de alguma forma prazeroso. Mas é. Quando digo isso, fora de contexto, parece freak. Não parece? Mas o cheirar suvaco que digo não é meter o nariz embaixo do braço daquele peão de obra no metrô, às 18h de um dia útil. É poder sentir o odor do seu macho sem vergonha em qualquer região. Claro, o desodorante irá se sobressair. Mas é aquele cheirinho do fundo que é enlouquecedor. Não digo cecê. Mas é um cheiro de homem. Ponto.

Bom, se continuarmos nesse ritmo, só chego aos pés na Copa de 2014. Vamos lá. Passado o suvaco, temos a dobradinha peito/barriga. Daí vai de cada um. Cheirar umbigo não me parece nem um pouco sensual. Aliás, vocês lavam o umbigo TODA VEZ que tomam banho? Porque eu juro que esqueço. Engraçado, né? Não temos essa cultura de lavar umbigo. Enfim. O torso do homem é uma espécie de aquecimento. Perdoem-me os lentos, mas às vezes, a pressa é fundamental. Chegamos lá. O baixo-ventre. Entradinhas, dobrinhas, peludo, pelado, tanto faz o caminho. Está lá a parte desejada. De preferência, com um belo volume. Calças, fora. É sua cara/cueca/pau. Um fino pedaço de algodão (lycra, viscose, foda-se a sua cueca), o separa do membro pulsante. A cabeça descontrolada, quer sair de alguma forma... Não deixe! Take your time. Cheirar cueca está, definitivamente, na minha lista de ações proibidas mais gostosas de se fazer.




















Costumo ser bem tolerante em relação ao mundo (NOT!). É sério. Tá bom, às vezes. A questão é: pau tem que ter cheiro de pau. Cheiro de sabonete, não. De perfume, eca. De pano, na. E com essa constatação vem a pergunta que não quer calar: Qual o cheiro de pau? Puta que pariu! Nem Albert Einstein escreveu tanto sobre a relatividade como eu sobre rola. Pequeno desabafo.




















Saber qual o cheiro de pau não é tarefa difícil. Abra as calças, mete a mão, esfrega um pouquinho e cheira, oras. Pronto! Este é o cheiro do SEU pau. Acho que o meu cheira como eu gosto que os outros cheirem. Abrindo a cueca, o bicho pula na sua frente. Babão ou sequinho, ele clama por sua boca quente e macia. Sentir o cheiro da cabeça nessa hora... Nirvana absoluto (a superação dos sentidos. Não a banda). Como bom safado que sou, não tenho medo de parecer nojento. Como vocês já devem ter observado, eu gosto muito de cheiro de pau. Mas é claro que eu respeito algumas regras. Gosto de cheiro de pau limpo. Cuidado na hora de lavá-lo, secar, vestir materias que respeitem seu bilau... Tudo isso é de grande importância. No entanto, melhor que o cheiro de pau... É o cheiro de pau do "dia inteiro". Limpo pela manhã, claro, o pau de seu macho entra em uma jornada: faculdade, trabalho, jogo de futebol, compras, almoço, natação, ônibus, ar condicionado... Qualquer que seja ela. Ao fim do dia, a cueca desse macho reúne o melhor dos odores. Ao jogá-la no chão para tomar aquele banho antes de dormir, lá está ela, caída no chão do banheiro ou jogada num cesto de roupa suja qualquer. Nela, um pingo ou outro de mijo, um pentelho perdido e a sensação olfativa que aquele pau endureceu e amoleceu várias vezes no decorrer do dia. Já bati umas punhetas fenomenais com a cueca alheia. Na falta dela, fazia questão de esfregar bem minha própria pica na minha, muita baba e cheirar. O exercício de narcisismo sexual já deu muito conta do recado. Até hoje tenho vontade de roubar a cueca do meu macho e cheirar até adormecer. Lembrar de anotar no caderninho.Passando o pau (é difícil se desapegar dele. Pior que dinheiro), chegamos a minha parte preferida. Se os caretas já se chocaram, nessa até mesmo os liberais se assustam. Cheiro de rabo!




















Aí, meu amigo, é hardcore. No texto Pela noite, Caio Fernando Abreu afirmou: "Entre dois homens, amor é igual a sexo que é igual a cu que é igual a merda". Não deixa de ser verdade. Mesmo respeitando-se as leis da higiene, a equação é simples. Cu é pra fazer cocô! Ainda bem que na natureza, tudo se transforma. Mas, cheirar o rabo (assim como lamber. Espere, um dia ainda faço um post sobre isso), é o mais animalesco dos atos, na minha opinião. Já cheirei cus com tanta fúria que um vira-lata poderia passar-se facilmente por Vera Loyola, tamanha finesse ao cheirar o rabo da parceira, se comparado a mim.




















Não há cheiro melhor. Pode ser demorado, antes de cair de boca e logo meter a pica; pode ser de maneira marota, meio contra a vontade, só pra sentir o gostinho; pode ser na ponta do dedo, ao passar na portinha melada e suada enquanto ele mama sua rola... A posição pouco importa, mas o visual também é importante. De quatro, a visão do rabo do seu macho piscando para você é um convite. Cheire. Toque. Sinta o aroma mais sujo (no bom sentido) que o sexo poderá lhe proporcionar.




















Ah, dos pés eu não vou falar porque não curto muito. Só se for pra fazer cosquinha!







Podólatras, foi mal.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O início


Sexo. Falta de sexo. Homens. Homens. Rola. Pica. Piroca. Pau. Cu. Rabo. Porra. Esperma. Amor. Pescoço. Traição. Fidelidade. Virtual. Real. Trepar. Fuder. Meter. Socar. Levar. Sentimento. Dor. Prazer. Olhar. Sedução. Perfume. Cheiro. Gozo. Grito. Beijo. Arranhão. Mordida. Abraço. Toque. Mãos. Pés. Cabelo. Cama. Escada. Elevador.


Pontos.


Muitos pontos.


Bem-vindos às confissões de uma mente suja e perigosa.


PS: As fotos são meramente ilustrativas


Billy Buttlove