
É provocação. Brincar com fogo. Prepara o terreno. Afronta. Ousadia. Delícia.
Sexo é supervalorizado. Ou melhor, penetração é supervalorizada. Penso eu, no alto de minha ingnorância. O fato é: o fantasma da virgindade assombrou-me por muito tempo. Certos dias acordava e pensava que era o único virgem do planeta. Pois bem. Os anos de punheta e fantasias, obviamente, me deixaram curioso com muitas coisas. Ao dar início a minha fase, er... digamos... física de meu ensino, os sonhos começaram a tomar forma. Apesar da cabeça fervilhando, sempre fui inocente. Até porque, quando me permitia ser ousado nas pegações, era reprimido por olhares de choque. "Que safado você, muleque". Se você sentiu tesão lendo a frase, pare. Não era nesse tom que eles falavam.
Dos carinhos por cima da calça, passando pela esfregação pelado, o gosto do pau na boca, os primeiros contatos com um cuzinho, entre outros recursos, demorou muito para eu sentir o gosto do sexo de verdade. Da penetração. De meter. De fuder. De verdade.

Toda essa introdução lenta não é em vão. É mais ou menos como a dedada. Atiça. Devagar. Provoca.

Vou direto ao ponto mais uma vez: penetração é supervalorizada. De cara, é claro que eu adoro comer meu macho. E, após relutar muito comigo mesmo, descobri o prazer de levar uma boa pica no cu. É bom de sentir, é bonito de ver. Mexe com vários sentidos, várias possibilidades. Não há quem não goste. Mas... nada melhor do que preliminares bem feitas. De todas elas, escolhi a dedada. Achei que já gostasse, que já soubesse fazer, que era diplomado no assunto. Ledo engano. A cada dia, me abro mais para este pequeno e proibido prazer. Mentalmente. Literalmente.
Preparem-se. Mais histórias biográficas. Para começar a falar de dedada, temos que estabelecer uma relação delicada. A relação com o cu. Primeiro o seu. No dos outros é refresco, né? Conheço pessoas que desde pequenas já estavam cientes de sua orientação sexual. Muleques cheios de hormônio, como eu também fui, mas com aquele fogo lá atrás. Tardio, descobri aos poucos o prazer.

E essa descoberta só foi possível ao me entender fisicamente. Diferente da marcante lembrança da porra, não me recordo exatamente meu primeiro contato com meu rabo. Só me lembro que era algo esporádico. Raríssimo. Cheio de dor física. Falta de técnica. Sabe como é. Naquelas punhetas épicas que duravam horas. Muito tesão acumulado. Meter o dedo no cu. Gostar da sensação. Coisa de puto safado. Me sentia sujo. Um garoto tarado e cheio de tesão. Bem resolvido. Bom, pelo menos na minha cabeça era assim.

Quando a interação com os homens começou, o dedinho caçava a parte de trás. Aliás, minhas mãos têm vida própria. É dar um beijinho e pá. Já tá a danada alisando a piroca do rapaz inocente. Não sei o porque. Sempre foi assim. Não é a toa que me reprimiam.
Um dia, aquela pegação escrota. Muito álcool na cabeça, só pra variar. Eu, quase adulto, praticamente homem feito, explorando o corpo de outro bem mais experiente. Até que achei. O orifício tão imaginado por mim. As pregas o completavam. Ele pedia. Meti o dedo. No auge da bebedeira e totalmente sem sutileza, soquei mesmo o dedo no rabo do indivíduo. Eu uivava de prazer. Ele uivava de dor. Parei. Morrendo de vergonha. Pois é. Nos dos outros é refresco.

Depois da dolorosa experiência, fiquei com vergonha de tentar de novo. Passou-se o tempo. Tentei de novo, mais uma vez e nada deles terem prazer. Poxa! Será que eu era tão ruim assim? Comecei a aperfeiçoar as técnicas. Um dia, muito relutante, um deles aceitou a experiência. Controlei o tesão, caí de boca, lubrifiquei, fui paciente. Calma. Relaxa. É só relaxar que entra. Vai. Calma. Entrou. Ufa. Ele amou. Eu vi estrelas. Numa comparação idiota, era como se minha paixão por bunda tivesse sido selada com um beijo.

Ninguém pediu, mas eu sou meio ousado as vezes. Ofereci. Me botei de quatro e pedi. Agora é minha vez. Descobri que esse prazer, antes oculto em minha cabeça, cercado de mistério e vergonha, já não me fazia corar mais. Eu quero, eu peço. Bota o dedinho, vai.

Sempre fui tão dedicado às preliminares que acho que me aperfeiçoei, apesar do mirrado currículo sexual. Com jeitinho, convenci ativões-macho-que-curte-outro-macho a virar o rabinho pra mim. Para dar a sensação de proibido, eu as vezes deixava uma brincadeira lá também. Bota rapidinho, devagar, chega. No cinema. Na boate. No carro.

Sozinho, explorei. Me dava a dedada como um prêmio. Quando a punheta era caprichada, quando o tesão era muito, me permitia levar um dedinho. Até hoje. Abro bem as pernas. Passo cuspe no dedo e fico brincando na portinha. Boto um pouco e tiro. No clímax, meto sem medo. Fundo. Imagino. Deliro.

Então é isso. Sempre gostei de dedada. Assim. Pronto. Gosto e pronto. Como muitos outros prazeres, pra mim esse era sem explicação, sem propósito. Até um dia. O dia em que comecei a dar a bunda.

A explicação agora é complexa. Um teorema. Fórmula. Amacia. Ajuda a relaxar. Devagar. Bem melada de cuspe ou lubrificante. Abre caminho pra pica descomunal do meu macho. A ponta do dedo colocada devagar. O dedo bombando enquanto eu chupo o pau dele. Bota mais um, vai. Dois. Três. E o contrário também. Ele jorrando um rio de porra e o cuzinho píscando. Meu dedo uma testemunha. O cheiro de rabo inebriante. A redenção. Putaria me liberta. De tudo. Nada como uma boa preliminar. Nada como uma boa dedada.
O post foi curto, mas, acreditem, demorou pra ser escrito. Afinal, é muito difícil digitar com uma mão só.

Agora, deixa eu continuar a sentir meu cuzinho piscando com o dedo, deixa.









